Bom dia espremidos
Bem atrasada e pela primeira vez acordada espontaneamente depois de semanas, o bom humor me permite escrever e contar o que está acontecendo longe de casa.
As malas que trouxemos não foram suficientes para as coisas que teríamos que passar aqui. Foram semanas agitadas. Logo depois que saí do hospital, em uma semana foi diagnosticado um vírus que podia ser perigoso no atual contexto. Foram 14 dias de antibiótico pesado, duas vezes ao dia, o que me deixou cansada do hospital e de tudo. Além dos exames, transfusões e remédios para diminuir os efeitos colaterais do bendito. Aparentemente respondi bem aos remédios e agora o cuidado é redobrado. Seria mais fácil morar na tal bolha e esperar o tempo passar, mas esse tempo é muito precioso então, máscaras, gelzinhos e bom senso podem dar conta.
Essa noite sonhei que meu cabelo crescia. Era lindo e de verdade. Olho no espelho e vejo que está um pouco diferente. Nada comparado ao do primeiro transplante, porque agora existe cabelo, mas faz falta para a harmonia da aparência.
A mãe sofrida está cada dia mais rápida na cozinha e começa a inventar receitas. Outro dia fez o frango sem nome, que estava ótimo.
As visitas ajudam a matar a saudade e às vezes me dão mais saudades de casa. Os animadores animam as conversas pela internet e as notícias de que Miguel (o mais novo de titia Késia) está "virado" confirmam as suspeitas de que o novo Melo tem potencial para ser o novo hiperativo, no nível difícil.
Aos poucos o fôlego volta, o cabelo cresce e os remédios vão sendo cortados da minha refeição. Demorei muito pra chegar aqui e quando me dou conta de tudo que já aconteceu é difícl acreditar que foi comigo e que eu estou aqui, viva, bem e tentando retomar a vida quase normal, com exceção do hospital que está a 20 metros de distância.
Deus nos confunde de vez em quando. Mas no fim Ele sempre tem a melhor solução pra tudo. Porque Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e isso faz uma diferença que nem imaginamos. É como entregar o seu bem mais valioso para ser cuidado por Alguém muito melhor do que você, sem fazer cobranças ou se preocupar, e com o tempo ver que foi a melhor coisa que você poderia ter feito na sua curta vida.
Pacientes ou não, todos de vez em quando precisam parar para curar suas doenças. Tomar o remédio amargo, ficar fraco e chorar de vez em quando. Amanhã, quem sabe, pode acordar bem humorado com cara de nem-comida-ruim-faz-mal-hoje.
"Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos." Romanos 8, 24b e 25
O bebê
As malas que trouxemos não foram suficientes para as coisas que teríamos que passar aqui. Foram semanas agitadas. Logo depois que saí do hospital, em uma semana foi diagnosticado um vírus que podia ser perigoso no atual contexto. Foram 14 dias de antibiótico pesado, duas vezes ao dia, o que me deixou cansada do hospital e de tudo. Além dos exames, transfusões e remédios para diminuir os efeitos colaterais do bendito. Aparentemente respondi bem aos remédios e agora o cuidado é redobrado. Seria mais fácil morar na tal bolha e esperar o tempo passar, mas esse tempo é muito precioso então, máscaras, gelzinhos e bom senso podem dar conta.
Essa noite sonhei que meu cabelo crescia. Era lindo e de verdade. Olho no espelho e vejo que está um pouco diferente. Nada comparado ao do primeiro transplante, porque agora existe cabelo, mas faz falta para a harmonia da aparência.
A mãe sofrida está cada dia mais rápida na cozinha e começa a inventar receitas. Outro dia fez o frango sem nome, que estava ótimo.
As visitas ajudam a matar a saudade e às vezes me dão mais saudades de casa. Os animadores animam as conversas pela internet e as notícias de que Miguel (o mais novo de titia Késia) está "virado" confirmam as suspeitas de que o novo Melo tem potencial para ser o novo hiperativo, no nível difícil.
Aos poucos o fôlego volta, o cabelo cresce e os remédios vão sendo cortados da minha refeição. Demorei muito pra chegar aqui e quando me dou conta de tudo que já aconteceu é difícl acreditar que foi comigo e que eu estou aqui, viva, bem e tentando retomar a vida quase normal, com exceção do hospital que está a 20 metros de distância.
Deus nos confunde de vez em quando. Mas no fim Ele sempre tem a melhor solução pra tudo. Porque Ele nos conhece melhor do que nós mesmos e isso faz uma diferença que nem imaginamos. É como entregar o seu bem mais valioso para ser cuidado por Alguém muito melhor do que você, sem fazer cobranças ou se preocupar, e com o tempo ver que foi a melhor coisa que você poderia ter feito na sua curta vida.
Pacientes ou não, todos de vez em quando precisam parar para curar suas doenças. Tomar o remédio amargo, ficar fraco e chorar de vez em quando. Amanhã, quem sabe, pode acordar bem humorado com cara de nem-comida-ruim-faz-mal-hoje.
"Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos." Romanos 8, 24b e 25
Comentários
eu estava preocupada ...
Graças a Deus é reta final. Maravilhaaaaaa...
bjos no coraçao
F. Melacocci
E stamos,
U nidos
S eremos.
Para Karla, Lari e Toti.
Que o seu testemunho renove a fé e dê coragem aos que estão na luta.
E a minha camiseta personalizada, hein? Rsrsrs.
Beijos!
Vi o seu blog numa matéria de revísta e agora me veio o endereço na mente.Sei que eu não tenho ideia de como é ter uma doença assim, mas sei que vc tem muita força e que não deve ser fácil para você tirar essa força de dentro de você.
Parabéns tenha fé.