Parte um
oi queridos leitores:)
Essa foi uma semana um tanto diferente, seriam necessárias umas três postagens para contar tudo que passei.Vou tentar ser breve, mas sem deixar de lado os detalhes, que na verdade é o que interessa.
Eu estava com uma dorzinha chata no pé, mas achava que era por causa do jogo de vôlei da semana santa (ela é louca?!),quando mainhaquase teve um "troço" (ainda bem que não teve!). A dor melhorava com Salonpas, aí fui deixando, e Dr. Guru disse que se piorasse, ligasse para ele. E foi o que aconteceu, segunda retrasada, senti uma dor fortíssima, não conseguia nem ficar de pé (era estranho). Depois de tomar minha décima injeção de liberdade, fui para a angiologista (palavra bonita)e ela depois de ver os exames me internou e não me deixou mais andar, foi quando tive minha primeira experiência com a aparadeira, ou pinico, aquilo que Patch Adams calçou no filme...é ... eles não são tão bonitinhos¬¬. Às oito horas da noite da segunda ( 07 de abril ) eu entrei na sala para fazer o tal procedimento, havia, aparentemente, uma artéria do pé que estava entupida, eles colocaram um catéter pra tentar dissolver o bixinho, mas o que parecia e deveria ser bem simples acabou durando atéquase duas e meia da manhã (haja perna!). Acordei meio desorientada num lugar estranho e com o outro pé amarrado, veio logo na cabeça a idéia idiota: eles operaram o pé errado! Mesmo sendo absurdo, foi o que pensei na hora. Foi uma das piores noites que já passei, e olhe que eu entendo de noites com dor. De manhã soube que estava na UTI, me colocaram lá por que os remédios que eu estava tomando, que eram vários, eram anticoagulantes e vasodilatadores (acho que é isso, afinal, faço design e não medicina, não me culpem!) e necessitava de uma acompanhamento maior, afinal, além disso havia o câncer eu não podeia me expor a outras doenças, fiquei na UTI coronária. Ah! lá tinha um homem que falava bem alto e não me deixava dormir direito, o tal prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, ele gostava de telecurso 2000 e de Globo Rural e sempre perguntava num tom irônico:- Quem vai me dar banho hoje?¬¬Enfim, as horas lá pareciam uma eternidade, eu estava com uma sonda e nem sabia! Me levaram de novo para sala de hemodinâmicano dia seguinte e tentaram dissolver de novo o bixinho, que eram bem maior do se pensava. Haviam coágulos na panturrilha e no pé.Durante esses procedimentos eu sentia dor. Ainda me levaram uma terceira vaz para lá, para me cutucar. Num deles eu senti muita dor,mesmo com a anestesia, aí eu comecei a me mexer e ouvia bem longe uma voz: - Larissa...não mexe a perna...Larissa. Na verdade o médico anestesista gritava, tão alto que lá fora se ouvia. Foi tanto remédio que os outros médicos ficaram um tanto preocupados, eu podia ter um monte de coisas, mas Deus já sabia o que ia acontecer, e todas as vezes que eu deitava lá eu entregava minha vida a ele, completamente, meu medo era de sentir dor, não de morrer, se morrer é lucro! Ele cuidou bem de mim. A equipe de médicos foi maravilhosa, as enfermeiras, todos. Enfim, eu me recuperei bem na UTI, em meio a remédios, aparadeiras (lá era ou aparadeira ou fralda! ninguém merece!).Vi uma senhora de 94 anos quase morrer, disse quase. Ela olhava pra mim o tempo todo com uma cara de "bixinha, tão nova", mas ela era divertida:), as visitas duravam quinze minutos e eu não tomei banho esse tempo todo, sem comentários¬¬me acordavam de instante em instante : - Larissa, uma picadinha. Eu perdi as contas de quanto fui furada lá. Só vim comer depois de 36 horas de jejum (já parecia maldade).eu estava suja, com fome, com dor e sozinha, mas minha fé não acabou em nenhum momento, me lembro de ter chorado muito, tanto que minhas lágrimas deixaram meu cabelo duro.Mas, todos esses momentos foram necessários, para eu entender que não tinha o controle sobre nada. Depois de quase três dias fui para o quarto a para o aconchego da família...Ah! o primeiro banho, nunca mais esqueço! Mas aí já é a parte dois...
Essa foi uma semana um tanto diferente, seriam necessárias umas três postagens para contar tudo que passei.Vou tentar ser breve, mas sem deixar de lado os detalhes, que na verdade é o que interessa.
Eu estava com uma dorzinha chata no pé, mas achava que era por causa do jogo de vôlei da semana santa (ela é louca?!),quando mainhaquase teve um "troço" (ainda bem que não teve!). A dor melhorava com Salonpas, aí fui deixando, e Dr. Guru disse que se piorasse, ligasse para ele. E foi o que aconteceu, segunda retrasada, senti uma dor fortíssima, não conseguia nem ficar de pé (era estranho). Depois de tomar minha décima injeção de liberdade, fui para a angiologista (palavra bonita)e ela depois de ver os exames me internou e não me deixou mais andar, foi quando tive minha primeira experiência com a aparadeira, ou pinico, aquilo que Patch Adams calçou no filme...é ... eles não são tão bonitinhos¬¬. Às oito horas da noite da segunda ( 07 de abril ) eu entrei na sala para fazer o tal procedimento, havia, aparentemente, uma artéria do pé que estava entupida, eles colocaram um catéter pra tentar dissolver o bixinho, mas o que parecia e deveria ser bem simples acabou durando atéquase duas e meia da manhã (haja perna!). Acordei meio desorientada num lugar estranho e com o outro pé amarrado, veio logo na cabeça a idéia idiota: eles operaram o pé errado! Mesmo sendo absurdo, foi o que pensei na hora. Foi uma das piores noites que já passei, e olhe que eu entendo de noites com dor. De manhã soube que estava na UTI, me colocaram lá por que os remédios que eu estava tomando, que eram vários, eram anticoagulantes e vasodilatadores (acho que é isso, afinal, faço design e não medicina, não me culpem!) e necessitava de uma acompanhamento maior, afinal, além disso havia o câncer eu não podeia me expor a outras doenças, fiquei na UTI coronária. Ah! lá tinha um homem que falava bem alto e não me deixava dormir direito, o tal prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, ele gostava de telecurso 2000 e de Globo Rural e sempre perguntava num tom irônico:- Quem vai me dar banho hoje?¬¬Enfim, as horas lá pareciam uma eternidade, eu estava com uma sonda e nem sabia! Me levaram de novo para sala de hemodinâmicano dia seguinte e tentaram dissolver de novo o bixinho, que eram bem maior do se pensava. Haviam coágulos na panturrilha e no pé.Durante esses procedimentos eu sentia dor. Ainda me levaram uma terceira vaz para lá, para me cutucar. Num deles eu senti muita dor,mesmo com a anestesia, aí eu comecei a me mexer e ouvia bem longe uma voz: - Larissa...não mexe a perna...Larissa. Na verdade o médico anestesista gritava, tão alto que lá fora se ouvia. Foi tanto remédio que os outros médicos ficaram um tanto preocupados, eu podia ter um monte de coisas, mas Deus já sabia o que ia acontecer, e todas as vezes que eu deitava lá eu entregava minha vida a ele, completamente, meu medo era de sentir dor, não de morrer, se morrer é lucro! Ele cuidou bem de mim. A equipe de médicos foi maravilhosa, as enfermeiras, todos. Enfim, eu me recuperei bem na UTI, em meio a remédios, aparadeiras (lá era ou aparadeira ou fralda! ninguém merece!).Vi uma senhora de 94 anos quase morrer, disse quase. Ela olhava pra mim o tempo todo com uma cara de "bixinha, tão nova", mas ela era divertida:), as visitas duravam quinze minutos e eu não tomei banho esse tempo todo, sem comentários¬¬me acordavam de instante em instante : - Larissa, uma picadinha. Eu perdi as contas de quanto fui furada lá. Só vim comer depois de 36 horas de jejum (já parecia maldade).eu estava suja, com fome, com dor e sozinha, mas minha fé não acabou em nenhum momento, me lembro de ter chorado muito, tanto que minhas lágrimas deixaram meu cabelo duro.Mas, todos esses momentos foram necessários, para eu entender que não tinha o controle sobre nada. Depois de quase três dias fui para o quarto a para o aconchego da família...Ah! o primeiro banho, nunca mais esqueço! Mas aí já é a parte dois...